RITA NATÁLIO

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Anthroposcenes/ Antropocenas 2017

 

EN

Departing from the discussion around the Anthropocene and the current climate crisis, but also from Amerindian cosmologies, multispecies ethnographies, structural racism, from the robot bluesand a chopped kapok tree trunk with humans dancing on it, Anthroposcenesis a collaboration between João dos Santos Martins and Rita Natálio, with contributions from various specialists in the domains of ecology, dance, anthropology and visual arts.

 

A dancing lecture where plants, stones, cats, dildos, and armi-pit-grass may be the main speakers, where ferns discuss their legal rights, plastic bags commit suicide, animals make petitions against their own extinction, gardeners cut the hair of human plants, where we hug teddy-bears of pollution and eat earth. Textually, ideas from art history and contemporary anthropology are mixed up and confronted to each other, struggling to dethrone certain ideals of nature. We know that ecocide=genocide and that we are not going to change the world because the world is already over. The environment is split in two. Capitalism is the eternal mining of other. Ecoologie will not make the temperature cool down.

 

Thus, we start from reversing or suspending some common places: what if instead of thinking of nature as a mother, we could think of nature as a lover or a terminal patient? What if we tried to think an ecology without nature? What if we abandoned the concept of human and assumed ourselves as composting machines? What if we let ourselves be carried away by empathy for the non-human, an underworld where both the idea of ​​the natural world co-exists with the reality of enslaved human bodies perceived as “objects of Nature”?

This is a celebratory mourning requiem, closer to catastrophe than to purification. This is a melancholic ecology or the art of learning how to despair. Anthropo ma non troppo.

 

[PT)

Antropocenas é uma colaboração entre Rita Natálio e João dos Santos Martins com a contribuição de diversos agentes nas áreas da ecologia, dança, antropologia e artes visuais. Uma palestra dançada onde plantas, pedras, gatos, dildos e relva-nas-axilas podem ser os principais oradores, onde samambaias discutem os seus direitos jurídicos, sacos de plástico suicidam-se, animais fazem petições contra a sua extinção, jardineiros cortam os cabelos de plantas humanas, onde abraçamos ursinhos de poluição, comemos terra.

Textualmente, ideias da história de arte e da antropologia contemporânea misturam-se, opõem-se, matam-se e esfolam-se para destituir certos ideais de natureza. Parte-se da discussão em torno do Antropoceno e da atual crise climática, mas também das cosmologias ameríndias, das etnografias multi-espécie, do racismo estrutural, do blues dos robots e de um tronco de sumaúma cortado para que humanos pudessem dançar sobre ele. Sabemos que ecocídio=genocídio e que não vamos mudar o mundo porque este já acabou. O meio ambiente é um ambiente partido ao meio. O capitalismo é um eterno garimpo do ou(t)ro. Ecoologia não desce a temperatura.

Partimos de um exercício de inverter ou suspender alguns lugares comuns: e se em vez de pensarmos a natureza como mãe, pensássemos a natureza como amante ou paciente em estado terminal? E se tentássemos pensar ecologia sem natureza? E se abandonássemos o conceito de humano e nos assumíssemos como máquinas de compostar? E se nos deixarmos levar pela empatia com o não-humano, um submundo onde convivem simultaneamente a ideia que temos de mundo natural, mas também certos corpos humanos desumanizados, escravizados?

Um requiemcelebratório, enlutado e mais próximo da catástrofe do que da purificação. Ecologia melancólica ou arte de aprender a desesperar. Antropo ma non troppo.

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Conceção e curadoria / Conception and curatorship: Rita Natálio e João dos Santos Martins
Proposta inicial e texto / Initial proposal and text: Rita Natálio
Dança / Dance: Ana Pi, Ana Rita Teodoro, Bhenji Ra, João dos Santos Martins
Artes Visuais / Visual Arts: Pedro Neves Marques
Música / Music: Winga Kan
Assistência dramatúrgica e de ensaios / Dramaturgy and rehearsal assistance: Joana Levi
Performer-conferencista / Lecturer-performer: Jota Mombaça AKA Mc Katrina
Escultura / Sculpture : Alexandra Ferreira
Topiária / Topiary : José Vilarinho
Participação especial / Special appearances : Maria Inês Gameiro, Pedro Fazenda, Ana Paço, Manuel Miranda Fernandes
Luz / Light : Eduardo Abdala
Som / Sound : João Pratas
Consultores e autores da publicação / Consultants and authors of the publication: Renato Sztutman, Suely Rolnik, Ailton Krenak, Paulo Tavares
Design de publicação / Publication design : Isabel Lucena
Produção / Production: Associação Parasita
Apoio à produção e difusão / Production support and diffusion: Circular Associação Cultural
Produção executiva / Executive production: David Cabecinha, Patrícia Azevedo da Silva, João dos Santos Martins, Rita Natálio
Coprodução / Coproduction: Materiais Diversos, São Luiz Teatro Municipal, Festival Temps d’Images, Centro Cultural Vila Flor
Apoio / Support: Fundação GDA, Goethe-Institut São Paulo, Departamento de Biologia Vegetal da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa; MARE, Centro de Ciencias do Mar e do Ambiente, Forbo Flooring Systems, Departamento de Escultura em Pedra do Centro Cultural de Évora
Residências / Residencies: Culturgest, O Espaço do Tempo, Materiais Diversos, Centro de Criação do Candoso, 23 Milhas, Devir Capa, Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas
Parceria / Partnership: BUALA
Agradecimentos / Acknowledgments: Rua das Gaivotas 6, Teatro Municipal Maria Matos, Ana Amorim, Vanda Brotas, Pedro Fazenda, Manuel João Martins
Registo Videográfico / Video documentation: Jorge Jácome e Marta Simões
Registo Fotográfico / Photo documentation: José Carlos Duarte
Projeto apoiado pelo Ministério da Cultura / Direção-Geral das Artes | Project supported by the Portuguese Ministry of Culture / Directorate-General for the Arts

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